quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Nota de repúdio da Anpuh Acre


Associação Nacional dos Professores de História – Secção Acre, ANPUH-ACRE

NOTA DE REPÚDIO

A Associação dos Professores de História – Secção Acre, ANPUH-ACRE, vem de público manifestar repúdio contra a ameaça do discente RONAN MATOS do Curso de Licenciatura em História (matutino), que no dia das eleições, 28.10.2018, postou em sua rede social, sua imagem segurando uma arma de alto calibre, mesmo que, depois tenha alegado ser de brinquedo, mas, em clara ameaça aos docentes da Universidade Federal do Acre, uma vez que, não se dirigiu, especificamente, aos docentes da História. Ameaçou ele: “Segunda feira tem aula né?”, de arma em punho.
Este ato se reveste de ameaça e manifesta violação aos direito de livre manifestação e expressão do pensamento, da pesquisa e do ensino, no âmbito da Universidade Federal do Acre. Ontem (31.10.2018) o Supremo Tribunal Federal – STF, por unanimidade defendeu e ratificou a liberdade de expressão no âmbito acadêmico, a liberdade de cátedra, condenando de forma veemente o patrulhamento ideológico e as ameaças.
A intimidação é uma prática fascista, de quem não tem argumento, não respeita nem perfila suas práticas dentro das regras básicas de civilidade, sequer do Estado Democrático de Direito.
Nesse sentido, ratificamos o repudio ao discente RONAN MATOS e requeremos apuração interna dos fatos pela coordenação do referido curso e pela reitoria da Universidade Federal do Acre. E que a UFAC acione o Ministério Público Federal e Polícia Federal, com intuito de restabelecer a normalidade das atividades acadêmicas e garantir o livre exercício das atividades acadêmicas dos professores.

Rio Branco - Acre, 06 de novembro de 2018.


Associação Nacional dos Professores de História – Secção Acre, ANPUH Acre

domingo, 19 de fevereiro de 2017

CARTA ABERTA PELA OBRIGATORIEDADE DA HISTÓRIA NO ENSINO MÉDIO


A História, como disciplina escolar, integra o currículo do ensino brasileiro desde o século XIX. Sua presença, considerada fundamental para a formação da cidadania, foi gravemente ameaçada no período da Ditadura Militar, quando se deu a diluição da História na instituição dos Estudos Sociais. A Medida Provisória nº 746/16, aprovada pelo Congresso Nacional, que instaura a Reforma do Ensino Médio, comete grave equívoco ao omitir do texto legal qualquer referência à disciplina, e, principalmente, ao excluí-la da relação de componentes curriculares obrigatórios, instalando fortes incertezas sobre a presença da História nesse nível de ensino. Não menos preocupante é o rebaixamento das exigências para o exercício da profissão docente, ao permitir a admissão de "profissionais com notório saber". Além disso, na prática, a Reforma do Ensino Médio está sendo subordinada a um documento (BNCC) que ainda não está concluído, cujo conteúdo final é desconhecido, e que está indicado como referência para a formação de professores. Diante do exposto, a Associação Nacional de História – ANPUH-Brasil, contesta a aprovação da Reforma do Ensino Médio sem consultar a sociedade, em particular, os professores. E reivindica, com muita ênfase, a clara definição da História como componente curricular obrigatório no Ensino Médio.

Atenciosamente,
Diretoria da ANPUH Brasil
P.S.: Esta carta foi enviada ao Presidente da República, ao Chefe da Casa Civil, ao Ministro da Educação, à Secretária Executiva do Ministério da Educação e ao Secretário de Educação básica do Ministério da Educação.

O DESMONTE DO ENSINO MÉDIO

Por Ana Júlia Ribeiro*

O Senado aprovou, na noite da quarta-feira 8, a Medida Provisória 746, conhecida como a (contra)reforma do ensino médio. Será um dia triste para a rede pública de ensino. O governo que chegou ao poder sem voto popular mais uma vez passou por cima da opinião pública e ignorou a luta realizada pelos estudantes secundaristas e universitários.

Como um governo impopular consegue aprovar todas as suas propostas?

A MP também defende o professor com notório saber, mas esquece, propositalmente, de que, hoje, cerca de 50% dos mestres não têm formação específica nas áreas em que atuam e que esse fato prejudica muito a qualidade do ensino. Em seu texto original, a MP 746 retira a obrigatoriedade de quatro disciplinas – filosofia, sociologia, artes e educação física. Assim, reafirma definitivamente que a reforma do ensino médio atende ao objetivo de sucumbir o aprendizado crítico do estudante de escola pública.

Está mais do que claro que a nossa democracia, há algum tempo, tem sido ignorada e descartada com falsas legalidades e desrespeitos à Constituição Federal. Não podemos, porém, desanimar nem desistir. Não podemos ceder aos retrocessos promovidos por quem pretende se apropriar dos direitos do povo.

A MP de Mendonça Filho passou no Senado

Encaminhem as propostas às respectivas Secretarias de Educação e de forma alguma recuem. Pressionem os governos estaduais até que eles abram o diálogo e estejam dispostos a conversar e elaborar um projeto de escola em parceria conosco. Agora é a hora de mostrarmos tudo o que vivemos nas ocupações. Depois de termos passado por noites de tensão, em decorrência da repressão e das ameaças feitas todos os dias, depois de noites sem dormir por estarmos preocupados com a segurança uns dos outros e por planejar a todo instante como a escola poderia se tornar um ambiente de convivência saudável, muitos aprendizados e descobertas ficaram evidenciados. Ficou mais do que comprovado que temos o direito e o dever de participar da elaboração e discussão de um novo sistema de ensino para o País.



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Diretoria da Anpuh Acre - Bienio 2017-2018

PRESIDENTE – Sérgio Roberto Gomes de Souza; 
VICE-PRESIDENTE – Hélio Moreira da Costa Júnior; 
SECRETÁRIA-GERAL – Altaiza Liane Marinho; 
1ª SECRETÁRIA – Janaira Fidélis Caetano; 
2º SECRETÁRIO – José Dourado de Souza; 
1ª TESOUREIRA – Liliane Nogueira Monteiro; 
2º TESOUREIRO - Francisco Bento da Silva. 

CHAMADA DE ARTIGOS

CHAMADA DE ARTIGOS

Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, Número 47.

Dossiês "As escritas de si e a construção da História" e "A atuação de intelectuais dos (nos) Institutos Históricos", além de artigos para compor o número 47 com publicação prevista para agosto de 2017.

Data-limite para envio das colaborações: 17 de março de 2017.

A Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (ISSN. 1981-7347), Qualis B3 em História, é o mais antigo periódico de História em Sergipe. Trata-se de uma revista com periodicidade anual, dedicado à publicação de textos em forma de artigos, resenhas de livros, edições de fontes, conferências e comunicações que tenham caráter inédito e que versem, a partir de diferentes perspectivas – histórica, geográfica, antropológica, sociológica – sobre temáticas relativas, sobretudo, a Sergipe.
Diante dessa perspectiva, a Revista do IHGSE lança a chamada de artigos para compor o número 47, com os dossiê "As escritas de si e a construção da História" "A atuação de intelectuais dos (nos) Institutos Históricos", para ser publicado em agosto de 2017. A Revista do IHGSE também recebe colaborações em fluxo contínuo, decidindo quanto ao momento oportuno para a publicação dos textos aceitos.

Para outras informações ver o site www.revistaihgse.org.br e via e-mail: revistaihgsergipe@gmai l.com

Novo numero da Tempo Amazonico

Prezad@s,
            Temos a satisfação de informar que o quinto número da Revista Tempo Amazônico  está disponível no site da ANPUH-AP.
            Cordialmente,
Adalberto Paz  | Presidente da ANPUH-AP
Lara de Castro | Editora Responsável da Revista Tempo Amazônico